Influência do Espiritismo no Progresso
798.O Espiritismo se tornará
crença comum, ou ficará sendo partilhado,
como crença, apenas por algumas pessoas?
“Certamente que se tornará crença
geral e marcará nova era na história da
humanidade, porque está na natureza e chegou
o tempo em que ocupará lugar entre os conhecimentos
humanos. Terá, no entanto, que sustentar grandes
lutas, mais contra o interesse do que contra a convicção,
porquanto não há como dissimular a existência
de pessoas interessadas em combatê-lo, umas por
amor-próprio, outras por causas inteiramente
materiais. Porém, como virão a ficar insulados,
seus contraditores se sentirão forçados
a pensar como os demais, sob pena de se tornarem ridículos.”
(O Livro dos Espíritos - Parte 3ª - Cap.
VIII)
Grupos, Centros ou Sociedades Espíritas
“Esses grupos, correspondendo-se
entre si, visitando-se, permutando observações,
podem, desde já, formar o núcleo da grande
família espírita, que um dia consorciará
todas as opiniões e unirá os homens por
um único sentimento: o da fraternidade, trazendo
o cunho da caridade cristã.”
Allan Kardec (O Livro dos Médiuns – cap.
XXIX – item 334)
O que são
Os Grupos, Centros ou Sociedades Espíritas:
• são núcleos de estudo, de fraternidade,
de oração e de trabalho, praticados dentro
dos princípios espíritas;
• são escolas de formação
espiritual e moral, que trabalham à luz da Doutrina
Espírita;
• são postos de atendimento fraternal para
todos os que os procuram com o propósito de obter
orientação, esclarecimento, ajuda ou consolação;
• são oficinas de trabalho que proporcionam
aos seus freqüentadores oportunidades de exercitarem
o próprio aprimoramento íntimo pela prática
do Evangelho em suas atividades;
• são casas onde as crianças, os
jovens, os adultos e os idosos têm oportunidade
de conviver, estudar e trabalhar, unindo a família
sob a orientação do Espiritismo;
• são recantos de paz construtiva, que
oferecem aos seus freqüentadores oportunidades
para o refazimento espiritual e a união fraternal
pela prática do “Amai-vos uns aos outros”;
• são núcleos que se caracterizam
pela simplicidade própria das primeiras casas
do Cristianismo nascente, pela prática da caridade
e pela total ausência de imagens, símbolos,
rituais ou outras quaisquer manifestações
exteriores;
• são as unidades fundamentais do Movimento
Espírita.
Seus objetivos
Os Grupos, Centros ou Sociedades Espíritas têm
por objetivo:
• promover o estudo, a difusão e a prática
da Doutrina Espírita, atendendo às pessoas:
• que buscam esclarecimento, orientação
e amparo para seus problemas espirituais, morais e materiais;
• que querem conhecer e estudar a Doutrina Espírita;
• que querem trabalhar, colaborar e servir em
qualquer área de ação que a prática
espírita oferece.
Suas atividades básicas
Os Grupos, Centros ou Sociedades Espíritas têm
por atividades básicas:
• realizar reuniões de estudo da Doutrina
Espírita, de forma programada, metódica
ou sistematizada, destinadas às pessoas de todas
as idades e de todos os níveis culturais e sociais,
que possibilitem um conhecimento abrangente e aprofundado
do Espiritismo em todos os seus aspectos;
• realizar reuniões de explanação
do Evangelho à luz da Doutrina Espírita,
aplicação de passes e atendimento fraterno
através do diálogo, para as pessoas que
procuram e freqüentam os núcleos espíritas
em busca de esclarecimento, orientação,
ajuda e assistência espiritual e moral;
• realizar reuniões de estudo, educação
e prática da mediunidade, com base nos princípios
e objetivos espíritas, esclarecendo, orientando
e preparando trabalhadores para as atividades mediúnicas;
• realizar reuniões de evangelização
espírita para crianças e jovens, de forma
programada, metódica ou sistematizada, atendendo-os,
esclarecendo-os e orientando-os dentro dos ensinos da
Doutrina Espírita;
• realizar o trabalho de divulgação
da Doutrina Espírita através de todos
os veículos e meios de comunicação
social compatíveis com os princípios espíritas,
tais como: palestras, conferências,livros, jornais,
revistas, boletins, folhetos, mensagens, rádio,
TV, cartazes, fitas de vídeo e áudio;
• realizar o serviço de assistência
e promoção social espírita destinado
a pessoas carentes que buscam ajuda material: assistindo-as
em suas necessidades mais imediatas; promovendo-as por
meio de cursos e trabalhos de formação
profissional e pessoal; e esclarecendo-as com os ensinos
morais do Evangelho à luz da Doutrina Espírita;
• estimular e orientar os seus freqüentadores
para a implantação e manutenção
da reunião de estudo do Evangelho no Lar, como
apoio para a harmonia espiritual de suas famílias;
• participar das atividades que têm por
objetivo a união dos espíritas e das Instituições
Espíritas e a unificação do Movimento
Espírita, conjugando esforços, somando
experiências, permutando ajuda e apoio, aprimorando
as atividades espíritas e fortalecendo a ação
dos espíritas;
• realizar as atividades administrativas necessárias
ao seu normal funcionamento, compatíveis com
a sua estrutura organizacional e com a legislação
do seu país.
Trabalho federativo e de unificação
do Movimento Espírita
“O Espiritismo é uma questão de
fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna
da grandeza do assunto. Daí vem que os centros
que se acharem penetrados do verdadeiro espírito
do Espiritismo deverão estender as mãos
uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater
os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição
do Espiritismo – Item VI)
O que é
• Trabalho federativo e de unificação
do Movimento Espírita é uma atividade-meio
que tem por objetivo fortalecer, facilitar, ampliar
e aprimorar a ação do Movimento Espírita
em sua atividade-fim, que é a de promover o estudo,
a difusão e a prática da Doutrina Espírita.
• Decorre da união fraterna, solidária,
voluntária, consciente e operacional dos espíritas
e das Instituições Espíritas, através
da permuta de informações e experiências,
da ajuda recíproca e do trabalho em conjunto.
• É fundamental para o fortalecimento,
o aprimoramento e o crescimento das Instituições
Espíritas e para a correção de
eventuais desvios da adequada prática doutrinária
e administrativa.
O que realiza
• Realiza um permanente contato com os Grupos,
Centros ou Sociedades Espíritas, promovendo a
sua união e integração e colocando
à disposição dos mesmos, sugestões,
experiências, trabalhos e programas de apoio de
que necessitem para suas atividades.
• Realiza reuniões, encontros, cursos,
confraternizações e outros eventos destinados
a dirigentes e trabalhadores espíritas, para
a renovação e atualização
de conhecimentos doutrinários e administrativos,
visando o aprimoramento e a ampliação
das atividades das Instituições Espíritas
e a abertura de novas frentes de ação
e de trabalho.
• Realiza eventos destinados ao grande público,
para a divulgação da Doutrina Espírita
a fim de que o Espiritismo seja cada vez mais conhecido
e melhor praticado.
Como se estrutura
• Estrutura-se através da união
dos Grupos, Centros ou Sociedades Espíritas que,
preservando a sua autonomia e liberdade de ação,
conjugam esforços e somam experiências,
objetivando o permanente fortalecimento e aprimoramento
das suas atividades e do Movimento Espírita em
geral.
• Os Grupos, Centros ou Sociedades Espíritas,
unindo-se, constituem as Entidades e Órgãos
federativos ou de unificação do Movimento
Espírita em nível local, regional, estadual
ou nacional.
• As Entidades e Órgãos federativos
e de unificação do Movimento Espírita
em nível nacional constituem a Entidade de unificação
do Movimento Espírita em nível mundial,
o Conselho Espírita Internacional.
Diretrizes do trabalho federativo e de unificação
do Movimento Espírita
• O trabalho federativo e de unificação
do Movimento Espírita, bem como o de união
dos espíritas e das Instituições
Espíritas, baseia-se nos princípios de
fraternidade, solidariedade, liberdade e responsabilidade
que a Doutrina Espírita preconiza.
• Caracteriza-se por oferecer sem exigir compensações,
ajudar sem criar condicionamentos, expor sem impor resultados
e unir sem tolher iniciativas, preservando os valores
e as características individuais tanto dos homens
como das Instituições.
• A integração e a participação
das Instituições Espíritas nas
atividades federativas e de unificação
do Movimento Espírita, sempre voluntárias
e conscientes, são realizadas em nível
de igualdade, sem subordinação, respeitando
e preservando a independência, a autonomia e a
liberdade de ação de que desfrutam.
• Todo e qualquer programa ou material de apoio
colocado à disposição das Instituições
Espíritas não terão aplicação
obrigatória, ficando a critério das mesmas
adotá-los ou não, parcial ou totalmente,
ou adaptá-los às suas próprias
necessidades ou conveniências.
• Em todas as atividades federativas e de unificação
do Movimento Espírita deve ser sempre estimulado
o estudo metódico, constante e aprofundado das
obras de Allan Kardec, que constituem a Codificação
Espírita, enfatizando-se as bases em que a Doutrina
Espírita se assenta.
• Todas as atividades federativas e de unificação
do Movimento Espírita têm por objetivo
maior colocar, com simplicidade e clareza, a mensagem
consoladora e orientadora da Doutrina Espírita
ao alcance e a serviço de todos, especialmente
dos mais simples, por meio do estudo, da oração
e do trabalho.
• Em todas as atividades federativas e de unificação
do Movimento Espírita deve ser sempre preservado,
aos que delas participam, o natural direito de pensar,
de criar e de agir que a Doutrina Espírita preconiza,
assentando-se, todavia, todo e qualquer trabalho, nas
obras da Codificação Kardequiana.
Missão dos Espíritas
Ide, pois, e levai a palavra divina: aos grandes que
a desprezarão, aos eruditos que exigirão
provas, aos pequenos e simples que a aceitarão;
porque, principalmente entre os mártires do trabalho,
desta provação terrena, encontrareis fervor
e fé.
Arme-se a vossa falange de decisão e coragem!
Mãos à obra! o arado está pronto;
a terra espera; arai!
Ide e agradecei a Deus a gloriosa tarefa que Ele vos
confiou; mas, atenção! entre os chamados
para o Espiritismo muitos se transviaram; reparai, pois,
vosso caminho e segui a verdade.
Erasto (O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XX
- item 4)
Observações
1. O Estatuto do Conselho Espírita Internacional
observa:
• O Conselho Espírita Internacional (CEI)
é o organismo resultante da união, em
âmbito mundial, das Associações
Representativas dos Movimentos Espíritas Nacionais.
• São finalidades essenciais e objetivos
do CEI:
I - promover a união solidária e fraterna
das Instituições Espíritas de todos
os países e a unificação do Movimento
Espírita mundial;
II - promover o estudo e a difusão da Doutrina
Espírita em seus três aspectos básicos:
científico, filosófico e religioso;
III - promover a prática da caridade espiritual,
moral e material à luz da Doutrina Espírita.
• As finalidades e objetivos do CEI fundamentam-se
na Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec
e nas obras que, seguindo suas diretrizes, lhe são
complementares e subsidiárias.
• Todo e qualquer programa e material de apoio
oferecidos pelo CEI não terão aplicação
obrigatória, ficando a critério das Entidades
Espíritas adotá-los ou não, parcial
ou totalmente, ou adaptá-los às suas próprias
necessidades ou conveniências.
• As entidades que integram o CEI mantêm
a sua autonomia, independência e liberdade de
ação. A vinculação com o
CEI tem por fundamento e objetivo a solidariedade e
a união fraterna.
2. As atividades relacionadas no presente documento
são apresentadas a título de sugestão.
As Instituições Espíritas, no uso
de sua liberdade, poderão realizá-las
na medida em que o seu desenvolvimento e crescimento
criem condições para tanto e quando os
seus dirigentes considerarem oportuno.
3. As atividades espíritas serão sempre
realizadas de forma compatível com as características
do ambiente social e com a legislação
do país em que se desenvolvam.
Os Obreiros do Senhor
Aproxima-se o tempo em que se cumprirão
as coisas anunciadas para a transformação
da Humanidade. Ditosos serão os que houverem
trabalhado no campo do Senhor, com desinteresse e sem
outro móvel, senão a caridade! Seus dias
de trabalho serão pagos pelo cêntuplo do
que tiverem esperado.
Ditosos os que hajam dito a seus irmãos: “Trabalhemos
juntos e unamos os nossos esforços, a fim de
que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra”,
porquanto o Senhor lhes dirá: “Vinde a
mim, vós que sois bons servidores, vós
que soubestes impor silêncio aos vossos ciúmes
e às vossas discórdias, a fim de que daí
não viesse dano para a obra!”
O Espírito de Verdade (O Evangelho Segundo o
Expiritismo - Cap. XX - item 5)
O Espiritismo
Assim como o Cristo disse: “Não
vim destruir a lei, porém cumpri-la”, também
o Espiritismo diz: “Não venho destruir
a lei cristã, mas dar-lhe execução.”
Nada ensina em contrário ao que ensinou o Cristo;
mas, desenvolve, completa e explica, em termos claros
e para toda a gente, o que foi dito apenas sob forma
alegórica. Vem cumprir, nos tempos preditos,
o que o Cristo anunciou e preparar a realização
das coisas futuras. Ele é, pois, obra do Cristo,
que preside, conforme igualmente o anunciou, à
regeneração que se opera e prepara o reino
de Deus na Terra.
Allan Kardec (O Evangelho Seg. o Espiritismo - Cap.
I - item 7)
No trabalho de unificação
• O serviço de unificação
em nossas fileiras é urgente mas não apressado.
Uma afirmativa parece destruir a outra. Mas não
é assim. É urgente porque define o objetivo
a que devemos todos visar; mas não apressado,
porquanto não nos compete violentar consciência
alguma.
• Mantenhamos o propósito de irmanar, aproximar,
confraternizar e compreender e, se possível,
estabeleçamos em cada lugar, onde o nome do Espiritismo
apareça por legenda de luz, um grupo de estudo,
ainda que reduzido, da Obra Kardequiana, à luz
do Cristo de Deus.
• A Doutrina Espírita possui os seus aspectos
essenciais em configuração tríplice.
Que ninguém seja cerceado em seus anseios de
construção e produção. Quem
se afeiçoe à ciência que a cultive
em sua dignidade, quem se devote à filosofia
que lhe engrandeça os postulados e quem se consagre
à religião que lhe divinize as aspirações,
mas que a base Kardequiana permaneça em tudo
e todos,para que não venhamos a perder o equilíbrio
sobre os alicerces em que se nos levanta a organização.
• Ensinar, mas fazer; crer, mas estudar; aconselhar,
mas exemplificar; reunir, mas alimentar.
• É indispensável manter o Espiritismo,
qual foi entregue pelos Mensageiros Divinos a Allan
Kardec: sem compromissos políticos, sem profissionalismo
religioso, sem personalismos deprimentes, sem pruridos
de conquista a poderes terrestres transitórios.
• Allan Kardec nos estudos, nas cogitações,
nas atividades, nas obras, a fim de que a nossa fé
não se faça hipnose, pela qual o domínio
da sombra se estabelece sobre as mentes mais fracas,
acorrentando-as a séculos de ilusão e
sofrimento.
• Seja Allan Kardec, não apenas crido ou
sentido, apregoado ou manifestado, a nossa bandeira,
mas suficientemente vivido, sofrido, chorado e realizado
em nossas próprias vidas. Sem essa base é
difícil forjar o caráter espírita-cristão
que o mundo conturbado espera de nós pela unificação.
• Amor de Jesus sobre todos, verdade de Kardec
para todos.
Bezerra de Menezes (Trechos da mensagem “Unificação”,
Psic. F.C.Xavier – Reformador, dez/1975)
Fonte: Folheto Divulgue o Espiritismo,
do Conselho Espírita Internacional.
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